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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Horas vagas

Às vezes, quando estou triste, releio conversas onde pessoas que eu ainda gosto demonstram carinho, ou afeição por mim. Acho que é uma forma de me lembrar que já fui amada, ou melhor... me lembrar que por algum motivo pessoas legais gostaram de mim, e que se elas encontram motivos, outras pessoas também irão encontrar.. ou eu mesma irei. Eu não posso ter mudado tanto assim com o tempo..tanto ao ponto de perder tudo que me era virtude, afinal...ninguém consegue não é?! Não há ninguém no mundo que seja totalmente desprezível ou amável. É impossível! Tem de ser...
Tende a ser esses, alguns dos pensamentos dos meus personagens.. os que eu mesmo crio quando tento ser escritora. (mentalmente dizendo) rs Tiro esses pensamentos das várias noites de insônia que armazeno; ou de músicas  onde cantores que eu gosto, respondem essas perguntas..ou também as fazem, de maneira bem mais poética.
Acho que é por isso também, que não desisto do teatro: as perguntas! Aquelas ainda não respondidas...Ou os papéis diversos e complexos. Que deixam em evidência, hora sua parte  boa, hora sua parte ruim. Esses me fazem refletir sobre o que mais deixo em evidência em mim, fora do papel. Na vida real sabe?!
"Real"...rs palavra complexa...há alguém que o verdadeiramente seja?! Em todos os momentos?! Digo, acho que todo mundo carrega consigo não só um pouco de médico, ou de louco, mas também de ator ( ou atriz); onde as vezes intencionalmente, as vezes não, deixamos nos nossos 'reais personagens' virtudes em evidência que nos são totalmente convenientes.

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